terça-feira, 27 de maio de 2008

Escola

Em meio ao debulhar de lágrimas (quase que discreto) me faço perceber.

Talvez seja o que a Tati tenha tentado me dizer aos berros na escada - eu sou mesmo "mole" -, talvez só agora eu tenha entendido o eixo; talvez seja o (décimo) término do namoro.
Não importa o zero que tirei na prova (e importaria tampouco o numero de provas zeradas). Não importa o vestibular, as faculdades e universidades q vou ou não cursar. É supérfluo tudo isso.
O mundo é muito maior e - eis o grande aprendizado - a bagagem que vou levar não depende da geografia.

Big-bang.


:)

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Avassaladora

Uma amiga minha me disse hoje que não se sentia bem, porque haviam lhe dito que ela não era feminina o suficiente - motivo pelo qual ela não consegue um namorado.
Eu achei a coisa muito engraçada - porque não conheço ninguém mais masculina do que eu. e a coisa toda parecia bem boba.
Mas, pensando bastante, devo admitir: a feminilidade é uma coisa que preocupa tantas mulheres... quer dizer, é tido como "coisa de mulher" se maquiar, andar arrumada, usar roupas cheias de frescura, chapinha, unha feita, salto-alto, silicone, academia, espelho, brincos, coisas cor-de-rosa e mais um monte de bizarrice sem sentido. e ah, claro, um namorado.
A coisa toda não é só machista: é besteira pura. O pior é que não só as adolescentes bobas caem - muitas mulheres feitas vão nessa também.
Vou recomendar aqui o filme que indiquei à minha amiga: Avassaladoras.
O filme é nacional, sem nenhum caráter cultural ou de grande peso intelectual, mas vale a pena para mulheres em crise. A trama, para quem não conhece, é boba, bem simples, sobre quatro amigas solteiras que tentam manter a sanidade em meio à carências e crises existenciais. Muito fofo.

"(...)seduza o mundo. Homens. Mulheres. Crianças, porteiros, ascensoristas, faxineiros, motoristas de táxi, vizinhos, caixas de banco, professores, alunos, colegas de trabalho, conhecidos, amigos... cachorrinhos: tudo é sujeito e objeto dessa prática (...)"
não depende de feminilidade. só é assim: avassaladora.
E não adianta andar por aí como uma "samambaia seca".


O sonho de toda mulher, mesmo que seja bem no fundo, é se casar. Não necessariamente na igreja, ou no civil. mas casar. ficar junto.
As pessoas, desde cedo, perdem tempo e energia procurando a "pessoa certa" com quem querem ficar pro resto (ou pelo menos por um bom tempo) da vida. A companhia ideal.
Tem mulher (a maioria delas, convenhamos) que fica muito - muito mesmo - tempo procurando o "homem perfeito", mas demora pra perceber que tudo não passa de uma bobagem enorme. coisa da mídia dos filmes. O "homem perfeito" é cheio de defeitos. mas é, até que ele pode existir.






eu já encontrei o meu.

:)

A Casa Caiu

Sou vestibulanda. O que, necessariamente, significa que quero morrer.
Eis a rotina:
5:30 - acordo. banho. roupa amarrotada. maquiagem, café, calmante, escova.
6:40 - ônibus. escola. saída, ônibus.
13:30 - casa. almoço, banho.
14:00 - estudar. e estudar mais. até eu começar a sentir aquele vazio terrível e uma vontade louca de pular pela janela. aí eu tomo o calmante. de novo. e estudo mais. quando acabo de estudar, ligo pro namorado e durmo. às vezes como alguma coisa. às vezes esqueço.

Alguém me disse uma vez (possivelmente eu mesma) que você não estuda o suficiente se não sentir aquele cansaço terrível e aquela vontade de morrer no fim do dia. É como o natal ou a passagem de ano. só tem graça se a gente chorar.
Tá, é maluquice, mas me ajuda a manter a calma e a sanidade (mentira). pensar que não sou louca e obcecada por estudos, como insiste em dizer o Pedro.
E a coisa deve estar funcionando porque hoje me perguntaram umas 10 vezes se aconteceu alguma coisa. - a Tati insistiu em dizer que é por causa dos meus (péssimos) relacionamentos.
E, antes que me encham o saco por aí, mudei de endereço porque mudei. É assim: tá chato, muda. vai uma personalidade, vem um novo blog.
Aqui é mais mecânico, sem muitas máscaras, sem muito assunto, porque se eu não escrever como eu (e não muito como M!), pelo menos uma vez por mês, explodo.

:)